Gênesis
Os judeus designam o livro do Gênesis de acordo com a primeira palavra do texto hebraico: בְּרֵאשִׁית "bereshith", sua tradução seria "no princípio". Já o Talmude judaico o chama de "Livro da Criação do Mundo". O nome Gênesis, que significa "origem" ou "fonte", foi tirado da LXX, onde esse termo foi pela primeira vez usado para designar o conteúdo do livro. Seu subtítulo, "O Primeiro Livro de Moisés", não fazia parte do texto hebraico original e só foi acrescentado séculos mais tarde.
Tanto judeus quanto cristãos consideram Moisés, o grande legislador e líder dos hebreus na época do êxodo, como o autor do livro do Gênesis. O livro do Gênesis foi escrito cerca de 1.500 anos antes de Cristo, enquanto os hebreus estavam como escravos no Egito. Ele contém um esboço da história deste mundo, que abrange muitos séculos. Os primeiros capítulos do Gênesis não podem ser colocados numa cronologia histórica, da maneira como comumente se entende a História. Não há uma história do mundo antediluviano, com exceção da que foi escrita por Moisés. Não há registro arqueológico, a não ser o testemunho mudo e, muitas vezes, obscuro dos fósseis. Quanto ao período posterior ao dilúvio, a situação é diferente. A arqueologia tem trazido à luz muitos registros de personagens, de seus costumes e das formas de governo que existiram durante o período abrangido pelos capítulos posteriores do Gênesis. O tempo de Abraão, por exemplo, pode, hoje, ser razoavelmente bem conhecido. A história do Egito durante o período da escravidão de Israel pode ser reconstruída com razoável precisão. Durante essa época, de Abraão ao êxodo, floresceram grandes civilizações, particularmente no vale da Mesopotâmia e ao longo das margens do Nilo. Ao norte, os heteus estavam crescendo em poder. Na Palestina, habitavam povos guerreiros sob a liderança de reis menos importantes. Costumes vulgares refletiam o obscuro paganismo de todos esses povos. Fortes laços étnicos ligavam os patriarcas do Gênesis com as tribos semíticas da alta e da baixa Mesopotâmia. É detalhadamente descrito o papel que os patriarcas desempenharam em alguns dos grandes acontecimentos daquela época primitiva, como a batalha dos reis no vale de Sidim (Gn 14), a destruição das cidades da planície (Gn 18, 19) e a preservação da população egípcia durante uma fome extraordinária (Gn 41). Os homens do Gênesis são descritos como pastores e guerreiros, habitantes de cidades e nômades, estadistas e fugitivos. As histórias sobre suas experiências colocam o leitor em contato com grandes nações da Antiguidade, bem como com alguns dos povos menos importantes com quem os hebreus tinham contato de tempos em tempos. As grandes civilizações que haviam surgido tanto no Egito quanto na Mesopotâmia não são descritas no Gênesis, mas sua existência é fortemente sentida nas experiências dos patriarcas. O povo de Deus não viveu num completo isolamento, num vácuo político ou social. Era parte de uma sociedade de nações e sua civilização e cultura não diferia marcadamente da dos povos vizinhos, exceto pela diferença imposta pela religião. Eles eram os remanescentes mais importantes dos verdadeiros adoradores de Yahweh, e formavam, portanto, o centro do mundo do escritor inspirado.
O livro do Gênesis é a primeira revelação divina concedida aos seres humanos registrada de maneira permanente. O livro também tem importância doutrinária. Registra a criação deste mundo e de todas as criaturas viventes, a entrada do pecado e a promessa de salvação feita por Deus. Ensina que o ser humano é um agente moral livre, ou seja, é possuidor de livre-arbítrio, e que a transgressão da lei de Deus é fonte de todo o infortúnio humano. Dá instruções sobre a observância do sábado como um dia de descanso e adoração, sobre a santidade do matrimônio e o estabelecimento do lar, sobre a recompensa da obediência e a punição do pecado. O livro é escrito num estilo interessante que apela à imaginação. Seus elevados temas morais e ensinos são instrutivos para todas as etapas da vida. Nenhum cristão deve negligenciar o estudo desse livro, cujos destacados heróis todo filho de Deus pode imitar.
Contudo em nossos dias alguns ainda negligenciam o livro e
dizem que não passa de uma alegoria, sendo tudo um conto de fadas, como se Adão
e Eva fossem apenas mitos, histórias fictícias.
Bem esses mesmos que alegam tais coisas, ainda se dizem cristãos e creem no
nome de Jesus, mas contudo, isso em sua essência é impossível, pois se você crê
em Jesus, você também automaticamente crê no livro do Gênesis, como histórias
reais e literais.
Ao lermos Lucas 3 encontramos a genealogia de Jesus, e por fim no verso 38 temos
a referência direta ao primeiro homem, Adão. Seguindo a lógica se Adão não
existiu e é apenas uma alegoria, Jesus Cristo também não existiu e também passa
a ser uma alegoria, uma história fictícia. Entendeu o problema que chegamos ao
dizermos que o livro do Gênesis são histórias fictícias, tudo uma alegoria?
O livro tem muita riqueza e verdades cruciais para a vida de todo o cristão.
No livro de Gênesis encontramos 10 seções de histórias. Temos primeiramente a introdução (Gênesis 1 a 2:3) e logo depois o início das 10 seções de histórias do Gênesis.
Cada seção do livro começa com a palavra hebraica אֵלֶּה תוֹלְדוֹת "eleh toledot" que seria em sua tradução "essa é a história" ou "essa é a origem" ou "essa é a geração". Na história de Adão aparece somente תוֹלְדוֹת "toledot".
1º CÉUS E TERRA - História dos céus e da terra (Gênesis 2:4 a 4:26)
2º ADÃO - História da família de Adão (Gênesis 5:1 a 6:8)
3º NOÉ - História da família de Noé (Gênesis 6:9 a 9:29)
4º FILHOS DE NOÉ - História da família dos filhos de Noé (Gênesis 10:1 a 11:9)
5º SEM - História da família de Sem (Gênesis 11:10-26)
6º TERÁ - História da família de Terá (Gênesis 11:27 a 25:11) - 377 VERSÍCULOS
7º ISMAEL - História da família de Ismael (Gênesis 25:12-18)
8º ISAQUE - História da família de Isaque (Gênesis 25:19 a 35:29)
9º ESAÚ - História da família de Esaú (Gênesis 36:1 a 37:1)
10º JACÓ - História da família de Jacó (Gênesis 37:2 a 50:26) - 448 VERSÍCULOS
A história de Jacó é a maior seção do livro de Gênesis (com o protagonista de toda sua história sendo seu filho, José).
Com essa analise do livro de Gênesis, conseguimos enxergar o
foco principal do livro, sendo assim a história da família de Jacó. José seu
filho, sendo o protagonista dessa história, se destacando com seu excelente
caráter.
E você já aprendeu alguma lição para vida com a história de José? Se não conhece
essa história, corre lá e da uma lida, aproveita e conheça o livro do Gênesis
por completo, creio que você ficará maravilhado(a).
